" Ler não é decifrar, escrever não é copiar".

(Emilia Ferreiro)

14 novembro, 2011

Alfabetização ,Por Emília Ferreiro.


           Do ponto de vista do trabalho de Emília Ferreiro ,onde escrita é um objeto de conhecimento, levando em conta as tentativas individuais infantis; e o ponto de vista da interação, o aspecto social da escrita, onde a alfabetização é um processo discursivo. Cabe a nós pedagogos pensar nesses três pontos de vista e construir o nosso.
          Coloca a autora ainda que para a alfabetização ter sentido, ser um processo interativo, a escola tem que trabalhar com o contexto da criança, com histórias e com intervenções das próprias crianças que podem aglutinar, contrair, "engolir" palavras, desde que essas palavras ou histórias façam algum sentido para elas. Os "erros" das crianças podem ser trabalhados, ao contrário do que a maioria das escolas pensam, esses "erros" demonstram uma construção, e com o tempo vão diminuindo, pois as crianças começam a se preocupar com outras coisas (como ortografia) que não se preocupavam antes, pois estavam apenas descobrindo a escrita.

         "... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis,dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam,há uma criança que pensa" (Emília Ferreiro)

         Vale lembrar que não existe o "método Emília Ferreiro", com passos predeterminados, como muitos ainda possam pensar,e que cabe ao professor organizar atividades que favoreçam a reflexão da criança sobre a escrita, porque é pensando que ela aprende.

         O fato de a criança aprender a ler e escrever ,lendo e escrevendo, mesmo sem saber fazer isso, é um desses princípios. Nas escolas verdadeiramente construtivistas, os alunos se alfabetizam participando de práticas sociais de leitura e de escrita. A referência de texto para eles não é mais uma cartilha, com frases sem sentido.
         Só para lembrar, o Construtivismo , não é um Metodo de ensino
Construtivismo se refere ao processo de aprendizagem, que coloca o sujeito da aprendizagem como alguém que conhece e que o conhecimento é algo que se constrói pela ação deste sujeito. Nesse processo de aprendizagem o ambiente também exerce seu papel, pois, o sujeito que conhece faz parte de um determinado ambiente cultural.

Fonte:
SMOLKA, Ana Luiza Bustamante. A criança na fase inicial da escrita: a Alfabetização como processo discursivo/7. ed. - São Paulo: Cortez, 1996.

Revista Nova Escola Janeiro/Fevereiro de 2001

Escrito por:Vanessa A. Redatora domingo, 21 de maio de 2006 - 22:20 Retirado http://www.via6.com/topico/15769/alfabetizacao-por-emilia-ferreiro-



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"Quem tem muito pouco, ou quase nada, merece que a escola lhe abra horizontes”
Emília Ferreiro
“Um dos maiores danos que se pode causar a uma criança é levá-la a perder a confiança na sua própria capacidade de pensar”
Emília Ferreiro

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