" Ler não é decifrar, escrever não é copiar".

(Emilia Ferreiro)

30 novembro, 2011

Elogie do jeito certo...




                 Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.
                O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
               As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
                A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
             No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
             Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
           Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
           Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
          Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.
Texto do professor Marcos Meier
http://www.marcosmeier.com.br/
Texto retirado... http://amigadapedagogia.blogspot.com/

29 novembro, 2011

Atividades por níveis...


Atividades para alunos com escrita alfabética

Investir em conversas e debates diários.
Possibilitar o uso de estratégias de leitura, além da decodificação.
Considerar o “erro” como construtivo e parte do processo de aprendizagem.
Produção coletiva de diversos tipos de textos.
Análise lingüística das palavras.
Reescrita de texto (individual / coletiva).
Revisão de texto.
Atividades de escrita: complete, forca, enigma, stop, cruzadinha, lacunado, caça palavra, listas, textos memorizados.

Atividades para alunos com escrita silábica-alfabética 

Ordenar frases do texto;
Completar frases, palavras, sílabas e letras das palavras do texto;
Dividir palavras em sílabas;
Formar palavras a partir de sílabas;
Ligar palavras ao número de sílabas;
Produção de textos, ditados, listas

Atividades para alunos com escrita silábica

Fazer listas e ditados variados (de alfabetizandos/as ausentes e/ou presentes, de livros de histórias, de ingredientes para uma receita, nomes de animais, questões para um projeto, etc.).
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Ditado de palavras do texto.
Análise oral e escrita do número de sílaba, sílaba inicial e final das palavras do texto.
Lista de palavras com a mesma silaba final ou inicial;
Escrever palavras dado a letra inicial;
Ligar desenho a primeira letra da palavra;
Usar jogos e brincadeiras (forca, cruzadinhas,bingos, caça-palavras, etc.);
Organizar supermercados e feiras; fazer “dicionário” ilustrado com as palavras aprendidas, diário da turma, relatórios de atividades ou projetos com ilustrações e legendas;
Propor atividades em dupla (um dita e outro escreve), para reescrita de notícias, histórias, pesquisas, canções, parlendas e trava-línguas.
Produção de textos, ditados, listas.

Atividades para alunos com escrita pré-silábica

Iniciar pelos nomes dos/as alfabetizandos escritos em crachás, listados no quadro e/ou em cartazes.
Trabalhar com textos conhecidos de memória, para ajudar na conservação da escrita.
Identificar o próprio nome e depois o de cada colega, percebendo que nomes maiores podem pertencer às crianças menores e vice-versa;
Organizar os nomes em ordem alfabética, ou em “galerias” ilustradas com retratos ou desenhos;
Criar jogos com os nomes: “lá vai a barquinha”, dominó, memória, boliche, bingo;
Fazer contagem das letras e confronto dos nomes;
Confeccionar gráficos de colunas com os nomes seriados em ordem de tamanho (número de letras).
Fazer estas mesmas atividades utilizando palavras do universo dos/as alfabetizandos/ as: rótulos de produtos conhecidos ou recortes de revistas (propagandas, títulos, palavras conhecidas).
Classificar os nomes pelo número de letras, pela letra inicial ou final.
Copiar palavras inteiras;
Contar número de letra ou palavra de uma frase;
Pintar intervalos entre as palavras;
Completar letras que faltam de uma palavra;
Ligar palavras ao número de letras e a letra inicial;
Circular ou marcar letra inicial ou final;
Circular ou marcar letras iguais ao seu nome ou palavra chave.
Produção de textos, ditados, listas.

Fonte:
professoressolidarios@googlegroups.com

Texto retirado... http://cantinhopreferidodamah.blogspot.com/search/label/Atividades%20para%20os%20diferentes%20n%C3%ADveis%20de%20escrita

24 novembro, 2011

Todos aprenderam a produzir textos...

Para que os alunos avançassem em leitura e escrita, a coordenadora pedagógica organizou e liderou a formação continuada dos professores


PARA APRENDER Adilma se reúne todo mês com a equipe para estudar as didáticas de leitura e escrita. Foto: Marcos Rosa
PARA APRENDER Adilma se reúne todo mês com a equipe para estudar as didáticas de leitura e escrita. Foto: Marcos Rosa
Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Um levantamento feito na EMEF Serafina Carvalho, em Itupiranga, a 572 quilômetros de Belém, mostrou que cerca de 80% dos pais dos alunos são analfabetos funcionais, ou seja, apresentam dificuldade para interpretar textos simples e praticamente não sabem escrever nada além do próprio nome. Naquela cidade, que fica à beira da rodovia Transamazônica, os moradores têm pouco contato com a escrita: placas indicando o nome das ruas são uma raridade e o comércio não usa letreiros nem divulga seus produtos em outdoors e cartazes. Biblioteca e banca de jornais e revistas não existem. As crianças da escola, contudo, tinham acesso a livros. Porém as atividades de leitura e escrita recebiam pouca atenção das professoras: faltava planejá-las em seqüências ou criar projetos que garantissem o aprendizado.
A situação começou a mudar em 2006, quando a coordenadora pedagógica Adilma de Sousa Oliveira resolveu atacar o problema. Desde o início daquele ano, a equipe de 1ª a 4ª série foi convocada a participar de um programa de formação continuada. Em reuniões mensais, começaram a ser discutidas maneiras eficientes de ensinar as turmas a ler e a escrever. Em encontros quinzenais entre a coordenadora e cada uma das professoras, houve troca de informações sobre o desenvolvimento das atividades e ref lexão sobre as dificuldades encontradas diariamente em sala de aula.

Adilma tinha passado por um programa de capacitação promovido pelo Departamento de Formação Continuada da Secretaria Municipal de Educação, que contou com a assessoria do programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, de São Paulo (leia mais sobre a coordenadora no quadro da página 82). "Para mim, era um grande desafio assumir uma função que até então eu desconhecia: a de formadora. Apenas discussões e palestras aleatórias não levam os professores a mudar a maneira de ensinar. Era preciso um programa de estudos bem estruturado e montado de acordo com as necessidades de nossa escola", conta Adilma.

Diagnóstico das turmas
Para saber como estavam os alunos em relação à competência escritora, Adilma pediu que as professoras fizessem um relatório indicando as práticas de produção textual mais usadas, em que condições didáticas eram propostas e como os trabalhos eram avaliados. Além disso, ela analisou com cada uma as produções das crianças. No fim desse processo, o diagnóstico não foi nada favorável: os textos apresentavam-se confusos e ininteligíveis. Logo o resultado foi relacionado com as propostas de atividades que eram feitas às turmas: as professoras costumavam pedir redações depois de mostrar gravuras, passar um filme ou sugerir temas ligados a datas comemorativas. Não havia a preocupação com o gênero nem com o público para o qual a produção se destinava.

Adilma então elaborou um programa de formação com conteúdos encadeados e articulados e com pautas predefinidas para cada um dos encontros quinzenais. Ela queria fazer com que a equipe refletisse sobre a prática com base em questões relacionadas aos problemas de ensino e aprendizagem que encontravam.

Muita leitura
Nos primeiros encontros, os trabalhos se concentraram na análise de bons textos produzidos por estudantes da mesma faixa etária de outras escolas e na comparação com os que os da Serafina estavam produzindo. O passo seguinte foi conhecer propostas didáticas capazes de garantir que os alunos passassem a escrever de forma clara e com intenção comunicativa. "Mergulhamos em textos que falavam das melhores condições didáticas que levariam à aprendizagem. A equipe docente notou com isso que as atividades propostas deveriam ter a intenção de melhorar a produção textual", conta a coordenadora. Essa conscientização foi importante para que o corpo docente repensasse a prática, agora com base em um referencial teórico que ampliou a compreensão sobre o processo de ensino. "Eu já era professora havia muitos anos, mas foi nesse momento que aprendi o que era ensinar de verdade. Percebi a necessidade de explorar os gêneros. As crianças conseguiriam produzir bons textos se soubessem o porquê e para quem estavam escrevendo", conta Luciene Rodrigues Coutinho, professora da 1ª e 3ª séries.

O passo seguinte foi mostrar algumas práticas que não poderiam faltar no planejamento. Uma delas bem simples: ler todos os dias para a turma. "A formação continuada me mostrou a importância de ler em voz alta para que os estudantes conheçam os gêneros textuais e consigam escrever melhor", ressalta Rosilene Pereira, professora da 4ª série.
Rosilene Pereira, professora de 4º série.
Rosilene Pereira, professora de 4º série.
"A formação continuada me mostrou a importância de ler em voz alta para que os estudantes conheçam os gêneros textuais e consigam escrever melhor."

Outra boa prática instituída em sala de aula foram os trabalhos de diferenciação, comparação e produção de textos. "Era preciso definir as características que definem, por exemplo, um texto informativo e o distinguem de uma parlenda ou de um conto e as atividades de escrita mais eficientes para ensinar cada um dos diferentes gêneros", explica Adilma. Pedir uma redação sem objetivos claros passou a fazer parte do passado.
Elielma Pereira, professora de 1ª série
Elielma Pereira, professora de 1ª série
"Os alunos não avançavam na escrita, pois solicitava-se que escrevessem sem nenhum propósito. Hoje vejo a importância de definir o que vai ser escrito, para quem e para quê", conta Elielma Pereira, professora da 1ª série.
As revisões passaram a fazer parte do cotidiano das turmas. "Antes eu corrigia os textos com caneta vermelha. Hoje opto por revisões coletivas para que as crianças, também como leitoras, saibam se o que escreveram tem sentido", explica Rosimeire Souza de Oliveira, professora da 1ª e 3ª séries. "Primeiro escrevo no quadro o texto dos alunos, realizo várias leituras coletivas, destacando os aspectos discursivos, e aponto possíveis mudanças, mas são eles que decidem o que deve ser substituído e pelo quê", completa.
Rosimeire Souza de Oliveira, professora de 1ª e 3ª séries
Rosimeire Souza de Oliveira, professora de 1ª e 3ª séries
"Antes eu corrigia com caneta vermelha. Hoje faço revisões coletivas para que as crianças, como leitoras, saibam se o que escreveram tem sentido."

Organizar e repensar
Adilma sugeriu também que as professoras usassem projetos didáticos já testados por consultores, adaptando-os de acordo com as características e as necessidades de cada turma. "Ter modelos de boas atividades é uma das estratégias que permitem aos educadores aprender o quê e como ensinar", explica Ana Amélia Inoue, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 na categoria Escola (leia o comentário da especialista no quadro da página ao lado). "As educadoras puderam transpor para a prática os conteúdos abordados na formação e ainda refletir sobre eles dentro do contexto da sala de aula."
Marlene da Silva Brito, professora de 4ª série
Marlene da Silva Brito, professora de 4ª série
O planejamento também foi um tema do programa de formação. "Aprendi que, para a turma avançar nas atividades de leitura e escrita, eu preciso organizar seqüências de atividades focadas na aprendizagem", conta Marlene da Silva Brito, professora da 4ª série. Em cada aula, deve haver um conteúdo a ser ensinado e um objetivo a ser alcançado, tudo planejado em detalhes. "Temos um plano de ação anual, em que nossas metas estão explicitadas. Além disso, nos reunimos mensalmente para elaborar as aulas que serão dadas nesse período e analisamos os principais problemas encontrados em sala", explica Adilma.
"Aprendi que, para a turma avançar nas atividades de leitura e escrita, eu preciso organizar seqüências de atividades focadas na aprendizagem."
PRODUÇÃO TEXTUAL Alunos da EMEF Serafina Carvalho agora escrevem com propósito, pensando no gênero e no leitor.
PRODUÇÃO TEXTUAL Alunos da EMEF Serafina Carvalho agora escrevem com propósito, pensando no gênero e no leitor.
A formação continuada dos educadores da EMEF Serafina Carvalho deu frutos em pouco tempo: o índice de aprovação nos primeiros anos do Ensino Fundamental saltou dos 57%, em 2004, para 87%, em 2007. Esse é um exemplo de como uma iniciativa como a de Adilma, focada na aprendizagem e nas necessidades da equipe, pode transformar a qualidade da Educação das escolas brasileiras.




Quem é Adilma
Adilma de Sousa Oliveira tem 34 anos, é casada e mãe de três filhos (Jaiane 13 anos, Klysmann, 12, e Cristian, 10). Aos 15 anos, ela partiu com a família de Imperatriz, no Maranhão, para o Pará. Depois de se formar em Pedagogia, em 1998, prestou concurso para a rede pública de Itupiranga e foi dar aulas em sala multisseriada de uma escola rural, a 100 quilômetros da cidade. A distância e as estradas de terra precárias fizeram com que, para poder trabalhar, ela tivesse de deixar os filhos pequenos sob os cuidados da mãe. A rotina de lecionar longe e visitar a família uma vez por mês durou três anos. Depois desse período, Adilma assumiu a direção de outra escola rural - esta mais perto de casa e com melhor infra-estrutura. Em meados de 2005, assumiu a coordenação pedagógica da EMEF Serafina Carvalho e nesse mesmo ano começou a capacitação na Secretaria de Educação, que permitiu a ela elaborar o programa de formação e vencer o Prêmio Educador Nota 10.
Palavra da especialista
Ana Amélia Inoue, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 na categoria Escola, destaca a escolha acertada do foco do projeto de Adilma. "O grande mérito do trabalho foi enfatizar o conhecimento didático nos encontros planejados e mostrar como se ensina a elaborar textos de qualidade e como a criança aprende a produzi-los." Para a selecionadora, a iniciativa de Adilma atendeu às reais necessidades de aprendizagem das turmas e garantiu boas condições para que as professoras aprimorassem os conhecimentos didáticos. "Ela percorreu os passos necessários para propor um bom projeto de capacitação: fez uma análise junto aos docentes sobre a produção dos alunos e, com base no diagnóstico, elaborou um plano de formação continuada articulado ao desenvolvimento das ações em sala de aula", ressalta Ana Amélia.

Texto retirado...  http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/todos-aprenderam-produzir-textos-428270.shtml

Política de formação de leitores...

Programas federais se articulam para distribuir livros e favorecer a criação de bibliotecas, salas e cantinhos de leitura nas escolas. A formação de professores faz parte das metas: é preciso saber ensinar o prazer da leitura


Qual o professor que não sonha com um amplo acervo de livros em sua escola para dinamizar as aulas e incentivar a leitura dos alunos? Mas como aproveitar ao máximo a biblioteca e fazer dela um lugar de interesse contínuo para a garotada? Na biblioteca da Escola Municipal Manuel Fiel Filho, em Diadema (SP), que atende crianças até 6 anos, há livros, jornais, gibis, revistas e filmes em vídeo e DVD. Além disso, o espaço dispõe de computadores com acesso à internet, um tablado para representar os personagens das histórias lidas, uma arena para discussões e bate-papos, mesas e cadeiras para atividades de pintura, desenho e escultura.
De nada adiantaria tudo isso, no entanto, se não existisse um professor capacitado para manter o espaço vivo e fazer a ponte entre o projeto pedagógico da escola e a biblioteca. Esse novo profissional no mercado é o infoeducador ou o professor de biblioteca. "Meu papel é multiplicar os conhecimentos e ajudar os alunos e os professores na exploração adequada do ambiente. O estímulo à leitura deve começar bem cedo, articulado com um sólido projeto pedagógico", explica Mara Silva Ramos. Para Edmir Perrotti, professor de biblioteconomia da Universidade de São Paulo (USP) e consultor do Ministério da Educação (MEC), os alunos que têm acesso a várias informações e linguagens oral, audiovisual, escrita e digital desenvolvem com maior facilidade a leitura e a escrita. "Informação, cultura e conhecimento precisam estar presentes na escola. A idéia é que as bibliotecas sirvam como porta de entrada desse importante circuito para alunos, pais, professores e comunidade", explica o consultor.

O projeto das estações de conhecimento, como Perrotti denomina essas superbibliotecas, está sendo implantado em 140 escolas municipais de São Bernardo do Campo, 71 de Diadema e 12 de Jaguariúna, todas em São Paulo. A prefeitura da capital paulista está estudando implantar o modelo em 1503 escolas e 313 creches. Em 2006, o MEC pretende espalhar a experiência para outros estados do Brasil e estabelecer uma rede de leitura.

ALFABETIZAÇÃO COM HISTÓRIAS INFANTIS

Vários programas de incentivo à leitura estão sendo estudados e implantados pelo MEC desde o início de 2005. As ações foram definidas depois de uma série de encontros regionais, que promoveram, por exemplo, a avaliação do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). A partir deste ano, as escolas passaram a escolher o acervo de livros de literatura enviado pelo MEC. O projeto inovou ao selecionar obras literárias disponíveis no mercado e destiná-las para uso coletivo nas escolas. Os acervos apresentam vários gêneros de texto, como poesia, parlenda, cantiga, conto, teatro, crônica e romance. Até o início do ano que vem, todas as escolas terão recebido as obras, que foram escolhidas em setembro.

Maria Gonçalves de Oliveira, da Escola Municipal Professora Júlia Kubitschek de Oliveira, em Contagem (MG), é uma das 900 professoras capacitadas pela Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica programa voltado para melhorar a qualidade do ensino e aprendizagem dos alunos, em parceria com prefeituras e universidades. Ela aprendeu no programa oferecido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a alfabetizar com livros de literatura. "Faz 30 anos que dou aulas para turmas de 1ª a 4ª série e nunca tive um resultado tão bom como agora. Os livros de histórias infantis são os melhores materiais de que dispomos para ensinar a ler e escrever com prazer", conta a professora.

Nas aulas de Maria, os livros consagrados têm o mesmo peso que os produzidos pelas crianças. Elas aprendem a escrever o próprio nome ao mesmo tempo em que escrevem uma pequena obra. "Uma das principais dificuldades dos professores é estabelecer uma rotina de leitura. Aprender a ler com a entonação certa e o uso de gestos e expressões faciais ajuda a criar o clima e envolver as crianças na história e merece destaque na formação. O professor também precisa desenvolver a sua oralidade e expressão", explica Antônio Augusto Gomes Batista, coordenador do módulo alfabetização e linguagem do curso oferecido na UFMG.

Há mais ações do MEC. O critério de seleção e distribuição de dicionários para as escolas públicas foi modificado. Em 2006, os alunos de 1ª a 4ª série vão ter acesso a dicionários adequados à sua faixa etária e à série em que estão matriculados, e os professores receberão orientações de como utilizar o material. "Uma criança que está aprendendo a ler e escrever não pode recorrer ao mesmo dicionário que um aluno que está terminando a 8ª série", afirma Jeanete Beauchamp, diretora de políticas de Educação Infantil e Ensino Fudamental da Secretaria de Educação Básica do MEC.

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e o Programa Nacional do Livro do Ensino Médio (PNLEM) fazem parte desse pacote. O primeiro é o maior programa de distribuição gratuita de livros do mundo. O segundo está beneficiando, pela primeira vez, 1,3 milhão de alunos com livros didáticos de Língua Portuguesa e Matemática.

PROFESSOR-LEITOR, ALUNOS-LEITORES

Projetos de leitura são prioridade em Pernambuco. Na capital, já foram capacitados 130 professores para o cargo de professor de biblioteca. "Queremos criar essa categoria, que se diferencia do bibliotecário. O professor tem um olhar pedagógico dos ambientes de leitura da escola, enquanto o outro profissional tem uma visão técnica. O objetivo é que os dois trabalhem juntos para otimizar o espaço", explica Carmen Bezerra Bandeira, gerente de bibliotecas e formação de leitores da prefeitura.

A formação de professores da rede municipal de educação de Olinda acontece na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em oficinas de centros populares. "O professor que gosta de ler cria estratégias eficientes de estímulo à leitura", explica Ester Calland de Sousa Rosa, professora do Centro de Educação da UFPE. A especialista adverte: a leitura é ao mesmo tempo um meio de buscar informações e de prazer. Mais do que instrumento para ensinar os conteúdos das disciplinas curriculares, ela é competência fundamental para inserir pais, professores e alunos na cultura letrada.

A professora Carla Barroca não tinha se dado conta disso até participar de um curso oferecido pela secretaria municipal de Educação de Olinda no Centro de Cultura Luiz Freire. O novo conhecimento mudou tanto o olhar e a prática da professora em sala de aula que hoje ela é uma das formadoras do centro onde estudou. "Eu me descobri leitora depois de participar de cursos de formação. Hoje multiplico a paixão pelos livros com os colegas."

O primeiro passo na capacitação é derrubar o mito de que os professores não lêem. "Eles lêem, sim, mas não uma literatura considerada ideal, como os clássicos. Descobri que muitos professores participaram de rodas de leitura de cordel no interior do estado, mas tinham preconceito com o gênero e não valorizavam essa leitura", conta Ester, da UFPE. Por isso, os cursos priorizam a sensibilização e a história individual de cada participante. Porteiros, merendeiras e faxineiras não ficam de fora do programa. A leitura compartilhada é outra estratégia utilizada na formação. Os professores escolhem uma obra para ler em voz alta e discutir. Essa roda, como acontece com os alunos, é um momento de desenvolvimento da oralidade e da expressão. O debate de idéias pela literatura permite abordar outras temáticas importantes da educação, como a questão racial e as diferenças entre os gêneros na escola.

Faz parte do curso aprender a ler imagens e reconhecer a qualidade de uma obra infanto-juvenil. Ao representar e caracterizar os principais personagens das histórias lidas em grupo, os professores descobrem a riqueza dos enredos, cenários e contextos das obras. "É um momento de aprender a olhar o outro e reconhecer os traços psicológicos de personagens, assim como de colegas e alunos. Trata-se de um importante exercício de leitura do mundo", explica Carla.

Para descobrir os programas de incentivo à leitura à disposição de escolas e comunidades, é só entrar em contato com a prefeitura de sua cidade. A escola é o lugar ideal para iniciar rodas de leitura e discussões de literatura. Uma boa idéia é dar o pontapé inicial de programas municipais em sua comunidade escolar!

COMO MONTAR UM CANTINHO DE LEITURA
Combine com os alunos e os pais o melhor lugar e os materiais necessários para formar o cantinho.

Para o espaço ficar atraente, pinte com as crianças uma pequena estante ou caixotes de madeira para acomodar os livros. Peça às mães para fazer um tapete e almofadas.

A pequena biblioteca deve ter vários tipos de leitura: revistas, gibis, livros de literatura e de informação.

Deixe os alunos à vontade para escolher os livros e levá-los para casa aos finais de semana. É uma maneira de socializar a leitura com os pais.

Ensine a garotada a preservar o acervo, mas lembre-se de que o livro é para pegar, brincar e partilhar, por isso deve estar à mão. Lugar de livro não é na secretaria da escola!
Texto retirado... http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/politica-formacao-leitores-423373.shtml

O gestor e o ensino da Língua...

É desafio de toda a escola formar leitores e escritores. E isso requer contato com a leitura e produção de texto desde cedo

AMBIENTES DE LEITURA Disponiblizar o acervo, organizar o espaço e estimular a leitura são ações dos gestores. Foto: Marlon Sanchez
AMBIENTES DE LEITURA 
Disponiblizar o acervo, organizar o espaço e estimular a leitura são ações dos gestores. Foto: Marlon Sanchez
Até a década de 1970, o ensino da Língua Portuguesa se restringia a duas etapas: a aprendizagem do sistema de escrita e, só mais tarde, o estímulo à produção de textos e à leitura dos clássicos. Naquela época, o papel dos gestores era garantir os materiais para a realização de ambas as práticas. Quando o ensino passou a ser visto como um processo contínuo de desenvolvimento das competências leitora e escritora (com base nas dificuldades de aprendizagem e com foco na interação social), o papel do gestor foi ampliado para criar um ambiente na escola que favoreça continuamente a leitura e a escrita. Essa postura envolve a formação de professores, a organização do espaço físico, a interação com as famílias e a inclusão da leitura e da escrita na rotina escolar. É isso que a revista NOVA ESCOLA apresenta em reportagem da edição de abril (que está nas bancas) sobre os panoramas e as perspectivas do atual ensino da Língua Portuguesa no país.

"Os gestores precisam ter como princípio de seu trabalho a transformação dos alunos em escritores e leitores competentes. Eles são corresponsáveis, junto com os docentes, pelo sucesso dessa empreitada", afirma Beatriz Gouveia, coordenadora do Instituto Avisa Lá, de São Paulo. Do lado do coordenador pedagógico, a principal frente é a formação da equipe. Por meio do acompanhamento e da ref lexão sobre a prática de sala de aula, ele deve garantir a coerência da abordagem de cada docente com o projeto pedagógico da escola. Nesse momento, cabem orientações para derrubar mitos, como o de que só é importante ler em sala de aula para os alunos que ainda não dominam a escrita. "É importante que a leitura diária seja feita em qualquer nível do Ensino Fundamental, e não só nos primeiros anos. Ao ler, o professor apresenta o material e o recomenda. Isso explicita os critérios de apreciação utilizados, oferecendo referências a respeito deles", esclarece Kátia Bräklin, do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, em São Paulo.
Muitos desses conceitos fazem parte do dia-a-dia da escola, mas é essencial que os gestores os dominem para garantir sua aplicação. Na elaboração de projetos didáticos de leitura e escrita, por exemplo, é importante fornecer subsídios teóricos e práticos para a equipe docente, estimulando todos a se atualizar sobre os diversos gêneros que serão trabalhados. "Quando queremos montar um projeto de leitura e escrita, proponho aos professores que façam uma pesquisa virtual e bibliográfica sobre o conteúdo em questão. Naquele período, substituo a análise dos registros diários pela dos relatórios com os resultados desse estudo", afirma a coordenadora pedagógica Débora Rana. Todo o trabalho deve reverter para uma rotina de sala de aula na qual as crianças participem de atividades que estimulem os três pilares de ensino da língua: leitura, escrita e comunicação oral.

Para o diretor, ainda vale a necessidade de garantir um bom acervo de textos e livros. Mas, mais do que isso, ele precisa criar ambientes propícios para leitura e escrita e fazer com que eles tenham uso diário. A abordagem moderna de ensino da língua prevê que o estudante tenha acesso desde cedo ao material escrito, pois é isso que permite a ele estabelecer relações para desenvolver comportamentos leitores. Rodas de leitura, feiras de livros, uma biblioteca organizada, semanas literárias, a criação de murais e painéis pela escola e o estímulo ao envolvimento de toda a comunidade - pais, funcionários e professores - nas atividades de leitura para os alunos são estratégias que, comprovadamente, ajudam a criar esse ambiente.

Texto retirado...  http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/gestor-ensino-lingua-448778.shtml

Tudo sobre leitura

Foto: RICARDO JAEGGER

Formar leitores é uma tarefa que começa antes mesmo da alfabetização e se estende por toda a vida escolar. Pensando nisso, preparamos um especial com tudo o que você precisa saber sobre leitura! Confira reportagens, vídeos e planos de aula desenvolvidos especialmente para ajudar você a despertar em seus alunos o gosto pelos livros e garantir que eles consigam ler e entender os mais diversos tipos de texto. BOA LEITURA! 

Reportagens:

A idade das letras
Enquanto avança o processo de alfabetização, aproximar os pequenos dos livros pode fazer toda a diferença
Desde o começo
É preciso oferecer textos à criança já nas primeiras atividades de alfabetização porque conhecer seus usos e suas funções favorece a reflexão sobre o sistema de escrita
A leitura feita pelo professor tem que ser constante na alfabetização
Ouvir permite às crianças ampliar o repertório cultural, aumentar a familiaridade com a língua, desenvolver o comportamento leitor e iniciar o processo formal de alfabetização
Livro precisa ser um vício
O segredo com crianças de 7 a 9 anos, segundo a escritora, é não forçar a barra
Pesquisa revela aumento no índice de leitura entre crianças
Pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em 2008, mostra que o índice de leitura entre crianças acima de 5 anos cresceu.
Vídeo
Leitura pelo professor
A professora Mariluci Kamisaka, que alfabetiza todos os seus alunos de 1ª série até o final do ano letivo, mostra os resultados de seu diagnóstico inicial da turma e realiza uma leitura pelo professor, atividade permanente ao longo de todo o ano.
Planos de aula
Prática de leitura
Comparando diferentes versões de Pinóquio
Leitura de títulos
Leituras simultâneas de contos
Poesia
Leitura compartilhada e debate
Indicação literária
Coletânea de textos poéticos memorizados 

Texto retirado ...  http://revistaescola.abril.com.br/leitura/

Tudo sobre produção de textos...

Provocação
Se os alunos ainda não dominam completamente a escrita alfabética, não é possível trabalhar a produção de textos. Certo?
Errado. O conhecimento do sistema alfabético não é um pré-requisito para a elaboração de um texto. Definir o conteúdo que será escrito, adequá-lo a um propósito comunicativo e organizar as ideias são comportamentos escritores que não dependem da representação gráfica das palavras e que as crianças devem praticar desde a pré-escola. Uma das maneiras de trabalhar esses conteúdos é o ditado que os alunos fazem para o professor, o que torna possível às crianças se perceberem capazes de escrever antes de estar alfabetizadas.
Ponto de partida
Produzir texto sem escrever
Na ponta do lápis
Ler e escrever de verdade na 1ª série
Aulas que estão no gibi
Palavra de especialista
Com significado, desde o começo (por Delia Lerner)
Aquisão do código e compreensão do texto, ao mesmo tempo (por Ana Teberosky)
É preciso conhecer as características da linguagem escrita (Telma Weiz)


Projetos didáticos
Criar agendas telefônicas
Livro de parlendas preferidas
Reescrita de histórias conhecidas
Indicação literária
Texto informativo sobre filhotes
Legendas para fotos

Atividades permanentes
Escrever para aprender (em vídeo)
Ditado para escriba (em vídeo)
Leitura de textos informativos (em vídeo)
Interação com a linguagem escrita

Sequências didáticas
''Eu já sei ler gibi!''
Galeria de personagens
 Texto retirado da ...http://revistaescola.abril.com.br/producao-de-texto/ 

Tudo sobre Alfabetização...

Alfabetização: Carolina Nishimoto, 6 anos, escreve seu nome na lousa. Foto: Marcos Rosa


Garantir que as crianças efetivamente aprendam a ler e escrever assim que entram na escola é o seu grande desafio, professor alfabetizador. Para contribuir com o sucesso do seu trabalho, reunimos nesta página mais de 100 links com reportagens, entrevistas, vídeos e planos de aula sobre as teorias e as práticas envolvidas nesse complexo processo de aquisição da língua escrita. Boa leitura e ótimas aulas!

Fundamentos:

Reportagens:


Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa)
Lista de apostilas e vídeos que compõem o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), realizado pelo MEC em 2001
Mais do que letras: as situações didáticas de Língua Portuguesa
Reportagem mostra que tipos de atividades podem ser realizadas na fase de alfabetização inicial
Alfabetizar é todo dia
Reportagem que mostra ao professor a importância de se manter atualizado sobre as pesquisas a respeito de situações didáticas a serem utilizadas na alfabetização inicial
Perguntas e respostas sobre Alfabetização
Reportagem responde as principais dúvidas sobre alfabetização
O alfabeto não pode faltar
Reportagem sobre o uso do alfabeto como recurso de apoio nas classes de 1º e 2º anos
Alfabetizar na Educação Infantil. Pode?
Artigo sobre alfabetização escrito por Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita
Ensino Fundamental - Aos 6 anos, as crianças devem ser alfabetizadas ou só brincar na escola?
Nova Escola responde dúvida sobre alfabetização
Por que as crianças devem aprender a escrever com letra de fôrma para depois passar para a cursiva?
Nota explica por que as crianças aprendem primeiro a escrever com letra de forma e só depois passam a usar a cursiva
No princípio, é o nome
Reportagem sobre o uso do nome próprio como estratégia de alfabetização na pré-escola

O valor da interação na pré-escola
Reportagem sobre como organizar grupos produtivos na sala da pré-escola
"Reflexões sobre a alfabetização", de Emília Ferreiro
Resenha e trecho do livro "Reflexões sobre a alfabetização", de Emília Ferreiro
"Passado e presente dos verbos ler e escrever", de Emilia Ferreiro
Resenha e trecho do livro "Passado e presente dos verbos ler e escrever", de Emília Ferreiro.

 Especialistas:

Emilia Ferreiro
''O momento atual é interessante porque põe a escola em crise''
Em entrevista, Emilia Ferreiro avalia como as inovações tecnológicas trouxeram mudanças nas práticas de leitura e escrita nas escolas
A estudiosa que revolucionou a alfabetização
Reportagem do Especial Grandes Pensadores sobre Emilia Ferreiro, psicolinguista argentina que mostrou novas formas pelas quais as crianças aprendem a ler e escrever
Palestra de Emilia Ferreiro sobre Alfabetização
Neste vídeo, a pesquisadora argentina fala sobre polêmicas improdutivas criadas entre alfabetização e letramento ou entre construtivismo e método fônico
Ana Teberosky
''Debater e opinar estimulam a leitura e a escrita''
Para a educadora argentina, nas sociedades em que se valoriza a interação entre as pessoas e a cultura escrita, o processo de alfabetização é mais eficiente

Telma Weisz
Entrevista com Telma Weisz sobre alfabetização inicial
Para a especialista brasileira, o professor alfabetizador precisa apostar alto na capacidade de seus alunos
Palestra de Telma Weisz sobre Alfabetização
Vídeos com comentários da especialista sobre os vídeos porduzidos para o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa).
Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4 | Parte 5
Ana Maria Kaufman
"O aluno precisa de informação para refletir"
Em entrevista, a pesquisadora argentina Ana Maria Kaufman fala sobre a importância das intervenções do professor durante as atividades de alfabetização inicial
Célia Diaz Argüero
"A organização do texto vale tanto quanto vírgula e ponto"
Pesquisadora e professora da Universidade Nacional Autônoma do México fala das hipóteses que os estudantes fazem sobre a pontuação na alfabetização inicial
Cláudia Molinari
Estratégias de intervenções conscientes
A professora argentina Cláudia Molinari mostrou à platéia da Semana da Educação 2008 estratégias para intervenções conscientes no ensino da leitura e da escrita

Vídeos:

Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa)
Vídeos que compõem o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), realizado pelo MEC em 2001
A importância do nome próprio
Vídeo do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), sobre a importância do nome próprio na alfabetização inicial
Parte 1 | Parte 2
A escrita do nome próprio
Animação com análise da escrita do nome próprio, em atividade de cópia de escrita convencional, realizada por uma criança de 4 anos
As contribuições de Paulo Freire para a Alfabetização
Vídeo com depoimento de especialistas sobre as contribuições práticas e teóricas de Paulo Freire para a Alfabetização.

Prática pedagógica:

Reportagens:

Você sabe interpretar as hipóteses de escrita de seus alunos?
Exercício de interpretação de hipóteses de escrita de alunos da alfabateização inicial
Diagnóstico na alfabetização para conhecer a nova turma
Como fazer o diagnóstico inicial de uma nova turma para descobrir as hipóteses alfabéticas de cada aluno
A leitura feita pelo professor tem que ser constante na alfabetização
Situações didáticas em sala de aula para atividades de leitura pelo professor. Descrição de três casos reais de trabalhos desenvolvidos por professoras com suas turmas
Como elaborar atividades de escrita pelo aluno na alfabetização
Situações didáticas em sala de aula para atividades de escrita pelo aluno. Descrição de três casos reais de trabalhos desenvolvidos por professoras com suas turmas
Leitura feita pelo aluno, mesmo antes de saber ler convencionalmente
Situações didáticas em sala de aula para atividades de leitura pelo aluno. Descrição de três casos reais de trabalhos desenvolvidos por professoras com suas turmas
Ditado para o professor: produção de texto oral com destino escrito
Situações didáticas em sala de aula para atividades de ditado para o professor. Descrição de três casos reais de trabalhos desenvolvidos por professoras com suas turmas
Parceria entre alunos na alfabetização
Agrupar as crianças é uma estratégia importante na alfabetização, já que a troca de conhecimentos leva à reflexão sobre a escrita e faz todas avançarem
A professora Mariluci garante: ''Vou alfabetizar todos eles até o fim do ano''
Reportagem mostra como a professora Mariluci Kamisaka garante que seus alunos, moradores da maior favela de São Paulo, saiam da 1ª série lendo e escrevendo
Ler e escrever na 1ª série
Reportagem sobre o comprometimento de duas professoras para alfabetizar toda a turma de 1ª série
As primeiras leituras na pré-escola
Reportagem sobre a importância das atividades diárias de leitura
Autores mirins produzem um livro de contos na pré-escola
Reportagem sobre projeto de leitura e escrita para turma da pré-escola. A autora do trabalho é uma Educadora Nota 10 do Prêmio Victor Civita. 
 
 Planos de aula:
Leitura
Comparando diferentes versões de Chapeuzinho Vermelho
Sequência didática para o 1º ano sobre leitura, que propõe a comparação entre diferentes versões de Chapeuzinho Vermelho
Leitura pelo aluno para aprender a ler na EJA
Sequência didática de leitura para alunos jovens e adultos
Leitura compartilhada e debate
Atividade permanente que propõe a leitura de livro de poesias em uma roda de leitura
Sessões simultâneas de leitura de contos
Projeto didático que propõe três sessões quinzenais de leitura de histórias escolhidas pelas crianças, divulgadas em cartazes com a propaganda das sessões
Coletânea de textos poéticos memorizados
Projeto didático que propõe a construção de saberes sobre a leitura, mesmo antes de saber ler convencionalmente, por meio da produção de uma coletânea de poesias
Leitura de textos informativos
Atividade permanente que sugere a leitura de textos informativos sobre temas de interesse dos alunos
Leitura de títulos
Atividade permanente que sugere uma rotina semanal de leitura de contos de fadas conhecidos dos alunos
Comparar personagens de diferentes histórias
Sequência didática que propõe a comparação de histórias sobre um mesmo personagem, para que a criança perceba semelhanças e diferenças na descrição de suas características


Escrita
Hora da chamada
Atividade para incentivar alunos da pré-escola a aprenderem a escrever seu nome e reconhecer os dos colegas
Texto informativo sobre filhotes
Projeto didático que sugere a produção de um encarte sobre filhotes, com objetivo de desenvolver a produção de textos informativos ditados ao professor
Reescrita de histórias conhecidas
Projeto didático sobre reescrita de histórias conhecidas, para a construção de um livro elaborado pelo grupo para ser levado para casa
Indicação literária
Projeto didático que propõe a produção de textos orais com destino escrito, visando uma exposição de textos de indicações literárias para maior circulação dos livros da biblioteca da escola
Galeria de personagens
Sequência didática de atividades de reflexão sobre o sistema de escrita, que propõe a criação de uma galeria de personagens mais importantes das histórias preferidas da turma
Legendas para fotos
Projeto didático que propõe um trabalho de produção e revisão de legendas escritas pelos alunos para fotos de um passeio do grupo
Livro de parlendas preferidas
Projeto didático que propõe a produção de um livro com parlendas eleitas pelo grupo
Criar agendas telefônicas
Projeto didático sobre a confecção de agendas telefônicas em ordem alfabética com o auxílio do alfabeto pendurado na parede.



Vídeos:


Práticas pedagógicas da Alfabetização
Diagnóstico na alfabetização inicial
Projeto de Indicações Literárias
Escrita com letras móveis
Leitura de textos informativos
Leitura pelo professor
Leitura pelo aluno para aprender a ler
Ditado para escriba: produção de texto oral com destino escrito
Escrita pelo aluno para aprender a escrever
Educação de Jovens e Adultos
Escrita de textos informativos

Leitura de textos informativos
Como os adultos não-alfabetizados pensam a língua escrita
O computador pode ser um grande aliado na alfabetização de adultos
O limite da problematização da escrita com alunos adultos
Revisão coletiva de texto na EJA
Prêmio Victor Civita Educador Nota 10
Panorama de alfabetização
Débora Rana, selecionadora de Língua Portuguesa / Alfabetização, fala sobre o o perfil dos trabalhos enviados para a edição 2009
Conhecer cada um, alfabetizar todos
A professora Nota 10 Milca Luiza Toyneti dos Santos fala sobre seu trabalho vencedor do Prêmio Victor Civita 2009
Uma história, vários autores
Projeto de Fátima Regina dos Reis Ribeiro, Educadora Nota 10 de 2007, na categoria Educação Infantil

Texto retirado...  http://revistaescola.abril.com.br/alfabetizacao/



23 novembro, 2011

Era uma vez...


Bons leitores literários estão atentos a novas e velhas histórias, conhecem gêneros e autores variados. Por isso, organizamos esta página especial, com mais de 100 contos, crônicas, poesias, lendas e fábulas ricamente ilustradas e publicadas em NOVA ESCOLA. Para ler sozinho, em família ou com seus alunos, em qualquer faixa etária. Boa leitura!

Arte na escola...

Especial

Dezembro 2006

Cordel

O homem e a arte

Grafite

Traços da cidadania


Desenho e pintura

Cores contam histórias


Escultura 

Objetos estranhos


Postal

Obras que circulam


Arquitetura, desenho e pintura

Entre prédios e praças


Fotografia

Um retrato do bairro e da turma


Cinema

No escurinho da classe


Pintura, colagem e modelagem

Experiências sensoriais

MÚSICA 
Palavra cantada

Como usar o CD do Palavra Cantada


OBS: Este CD foi encartado apenas na edição de bancas. As faixas não estão disponíveis para download 

Composição

Quer ouvir minha canção ?


Percussão

Corpo musical


Arranjo

Italiana com versão brasileira


Som africano

Diferentes, mas belas

DANÇA 
Manifestação cultural 

Gingado que vem da África


Expressão corporal

A linguagem do corpo


Diversidade regional

No compasso da minha terra


Cultura de rua

O balanço do hip hop

TEATRO
Montagem cênica

Aula de interpretação


Musical

Dramaturgia e memória


Animação

O fofão está na rua!


Fantoches

Personagens na palma da mão

POSTER

A arte no tempo

(download do pôster em PDF)


Texto retirado... http://revistaescola.abril.com.br/edicoes-especiais/012.shtml

O desenho e o desenvolvimento das crianças...

Os rabiscos ganham complexidade conforme os pequenos crescem e, ao mesmo tempo, impulsionam seu desenvolvimento cognitivo e expressivo


Reprodução/Agradecimento Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

"Sabia que eu sei desenhar um cavalo? Ele está fazendo cocô."
"Vou desenhar aqui, que tem espaço vazio."

"O cavalo ficou escondido debaixo disso tudo!" Joana, 3 anos

Reprodução/Agradecimento Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)
No início, o que se vê é um emaranhado de linhas, traços leves, pontos e círculos, que, muitas vezes, se sobrepõem em várias demãos. Poucos anos depois, já se verifica uma cena complexa, com edifícios e figuras humanas detalhados. O desenho acompanha o desenvolvimento dos pequenos como uma espécie de radiografia. Nele, vê-se como se relacionam com a realidade e com os elementos de sua cultura e como traduzem essa percepção graficamente.

Toda criança desenha. Pode ser com lápis e papel ou com caco de tijolo na parede. Agir com um riscador sobre um suporte é algo que ela aprende por imitação - ao ver os adultos escrevendo ou os irmãos desenhando, por exemplo. "Com a exploração de movimentos em papéis variados, ela adquire coordenação para desenhar", explica Mirian Celeste Martins, especialista no ensino de arte e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A primeira relação da meninada com o desenho se dá, de fato, pelo movimento: o prazer de produzir um traço sobre o papel faz agir.

Os rabiscos realizados pelos menores, denominados garatujas, tiveram o sentido ampliado sob o olhar da pesquisadora norte-americana Rhoda Kellogg, que observou regularidades nessas produções abstratas (veja no topo da página o desenho de Joana, 3 anos, e sua explicação). Observando cerca de 300 mil produções, ela analisou principalmente a forma dos traçados (rabiscos básicos) e a maneira de ocupar o espaço do papel (modelos de implantação) até a entrada da criança no desenho figurativo, o que ocorre por volta dos 4 anos.

No período de produção de garatujas, ocorre uma importante exploração de suportes e instrumentos. A criança experimenta, por exemplo, desenhar nas paredes ou no chão e se interessa pelo efeito de diferentes materiais e formas de manipulá-los, como pressionar o marcador com força e fazer pontinhos. Essa atitude de experimentação tem valor indiscutível na opinião de Rhoda: "Para ela 'ver é crer' e o desenho se desenvolve com base nas observações que a criança realiza sobre sua própria ação gráfica", ressalta Rosa Iavelberg, especialista em desenho e docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), no livro O Desenho Cultivado da Criança: Práticas e Formação de Educadores. Esse aprendizado durante a ação é frisado pela artista plástica e estudiosa Edith Derdyk: "O desenho se torna mais expressivo quando existe uma conjunção afinada entre mão, gesto e instrumento, de maneira que, ao desenhar, o pensamento se faz".
De início, a criança desenha pelo prazer de riscar sobre o papel e pesquisa formas de ocupar a folha.
Com o tempo, a criança busca registrar as coisas do mundo

Uma das principais funções do desenho no desenvolvimento infantil é a possibilidade que oferece de representação da realidade. Trazer os objetos vistos no mundo para o papel é uma forma de lidar com os elementos do dia a dia. "Quando a criança veste uma roupa da mãe, admite-se que ela esteja procurando entender o papel da mulher", explica Maria Lúcia Batezat, especialista em Artes Visuais da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc). "No desenho, ocorre a mesma coisa. A diferença é que ela não usa o corpo, mas a visualidade e a motricidade." Esse processo caracteriza o desenhar como um jogo simbólico (veja abaixo o comentário de Yolanda, 5 anos, sobre seu desenho).
Reprodução/Agradecimento Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)
"Esse aqui não é um coelho. Não me diga que é um coelho porque é um boi bebê. Eu estou fazendo uma galinha que foi botar ovo no mato. Quer dizer, uma menina que foi pegar plantas no mato para dar ao marido." Yolanda, 5 anos
Muitos autores se debruçaram sobre as produções gráficas infantis, analisando e organizando-as em fases ou momentos conceituais. Embora trabalhem com concepções diferentes e tenham chegado a classificações diversas, é possível estabelecer pontos em comum entre as evolutivas que estabelecem. Pesquisadores como Georges-Henri Luquet (1876-1965), Viktor Lowenfeld (1903-1960) e Florence de Mèridieu oferecem elementos para a compreensão dos desenhos figurativos das crianças, destacando algumas regularidades nas representações dos objetos.
Desenhar é uma forma de a criança lidar com a realidade que a cerca, representando situações que lhe interessam.
Mais cedo ou mais tarde, todos os pequenos se interessam em registrar no papel algo que seja reconhecido pelos outros. No começo, é comum observar o que se convencionou chamar de boneco girino, uma primeira figura humana constituída por um círculo de onde sai um traço representando o tronco, dois riscos para os braços e outros dois para as pernas. Depois, essa figura incorpora cada vez mais detalhes, conforme a criança refine seu esquema corporal e ganhe repertório imagético ao ver desenhos de sua cultura e dos próprios colegas.
Uma das primeiras pesquisas dos pequenos, assim que entram na figuração, é a relação topológica entre os objetos, como a proximidade e a distância entre eles, a continuidade e a descontinuidade e assim por diante. Em seguida, eles se interessam em registrar tudo o que sabem sobre o modelo ao qual se referem no desenho, e é possível verificar o uso de recursos como a transparência (o bebê visível dentro da barriga mãe, por exemplo) e o rebatimento (a figura vista, ao mesmo tempo, por mais de um ponto de vista). Assim, a criança se aproxima das noções iniciais de perspectiva e escala, estruturando o desenho em uma cena, sem misturar na mesma produção elementos de diferentes contextos (veja abaixo a produção de Anita, 5 anos, que detém essas características).
Reprodução/Agradecimento Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)
"Vou desenhar a minha casa. Aqui é o portão e tem uma janela aqui." Anita, 5 anos
"Dá para ver a sua mãe dentro de casa?"
Repórter
"Não, porque a porta parece um espelho. Só daria se a janela estivesse aberta." Anita
O desenho é espontâneo ou é fruto da cultura?

Entre os principais estudiosos, há uma cizânia. Há os que defendem que o desenho é espontâneo e o contato com a cultura visual empobrece as produções, até que a criança se convence de que não sabe desenhar e para de fazê-lo. E há aqueles que depositam justamente no seu repertório visual o desenvolvimento do desenho. Nas discussões atuais, domina a segunda posição. "A única coisa que sabemos ser universal no desenho infantil é a garatuja. Todo o resto depende do contexto cultural", diz Rosa Iavelberg.
Detalhes da figura humana, noções de perspectiva e realismo visual são elementos da evolução do desenho.

Essa perspectiva não admite o empobrecimento do desenho infantil, mas entende que a criança reconhece a forma de representar graficamente sua cultura e deseja aprendê-la. Assim, cai por terra o mito de que ela se afasta dessa prática quando se alfabetiza. "O desenho é uma forma de linguagem que tem seus próprios códigos", diz Mirian Celeste Martins. "Para se aproximar do que ele expressa, é preciso fazer uma escuta atenta enquanto ele é produzido." Para Mirian, a relação entre a aquisição da escrita e a diminuição do desenho ocorre porque a escola dá pouco espaço a este quando a criança se alfabetiza - algo a ser repensado em defesa de nossos desenhistas.

* Os desenhos e os diálogos publicados nesta reportagem são de crianças de 3 a 5 anos da Creche Central da Universidade de São Paulo (USP)

Texto retirado... http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/rabiscos-ideias-desenho-infantil-garatujas-evolucao-cognicao-expressao-realidade-518754.shtml

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"Quem tem muito pouco, ou quase nada, merece que a escola lhe abra horizontes”
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